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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Jamaica: Uma pérola do Caribe

Aproveitando o bom tempo e enquanto espero pela minha viagem de sonho, escrevo um pouco sobre uma viagem que fiz em Setembro do ano passado: uma viagem à Jamaica.



A Jamaica é uma ilha (e país) situado no mar das Caraíbas e faz parte das Grandes Antilhas (Jamaica, Cuba, Porto Rico, e Hispaniola, que é dividida entre o Haiti e a República Dominicana). A ilha tem 234 kilómetros de comprimento e 80 kilómetros de largura e tem como capital Kingston.

Ao pensar em viajar para as Caraíbas uma das preocupações que se tem que ter é a altura, para evitar a altura dos furacões. No entanto, se viajarem nessas épocas baixas (especialmente no ano a seguir a um ano de muitos furacões) o preço da viagem desce imenso e, com sorte, não passa nenhum enquanto lá estão e, nesse caso, é fabuloso. Foi o que me aconteceu. No dia anterior a entrar no avião em Lisboa, estava a passar um furacão no Sul da Jamaica. Nós fomos para o Norte (parte turística) mas a preocupação mantinha-se porque com 80 kilómetos de largura, não há grande diferença entre Norte e Sul.

Podíamos não ter viajado. Mas fizémos a viagem. Só a fizémos porque fomos seguindo a par e passo a evolução da situação. Existem muitos locais onde podem verificar e até subscrever notícias sobre os furacões no Caribe (ex: Storm Caribe). No dia da viagem, fizémos uma última certificação com a agência de viagens que garantiu que o resort não tinha sido afectado de maneira nenhuma e, com a certeza que o pior já tinha passado entrámos no avião.

À chegada a Montego Bay, um dos pontos turísticos da Jamaica, o cenário não era fabuloso. Chegámos ao anoitecer e estava a chover, o que nos deixou algo apreensivos. Disseram-nos que era resultado de ter passado um furacão e que no dia seguinte teríamos um dia fabuloso de praia. Torci o nariz....Nesse dia não deu para ver nada. Já era tarde, comemos e fomos dormir.

No dia seguinte de manhã....



Hell Yeahhhh babyyy!!! Que dia fabuloso... Viagem quase a metade do preço habitual e um tempo espectacular, com uma água límpida, fabulosa.



Falando do hotel, nós ficámos em Ocho Rios, localizado na freguesia de St. Ann, no Hotel Riu Ocho Rios.



O hotel não desiludiu. Muitos restaurantes, boa piscina, um Pacha, bons bares e todas as mordomias. Obviamente, o melhor é ter uma praia espectacular em frente, onde podemos ser servidos com os mais diversos cocktails (vale a pena o regime Tudo Incluído). Os cocktails com frutas são muito bons. A comida, por outro lado, não é fabulosa...a maioria é importada e a local é boa para quem goste de muito picante.

No primeiro dia, e é habitual nos resorts da Jamaica, os guias convocaram uma reunião para falar da Jamaica e, especialmente, para nos impingirem um passeio por dia à nossa escolha. Para quem não se quiser preocupar com nada e estiver disposto a pagar um bocado mais, esta talvez seja uma boa opção. Nós não gostámos muito da pressão excessiva que foi feita nem da forma restritiva com que falaram da Jamaica e decidimos não marcar nada na altura e conhecermos um pouco primeiro. Nestas reuniões tentam meter algum receio e convencer as pessoas a apenas irem em passeios com eles, supostamente, Guias Oficiais. Durante o dia, olhámos para os guias turísticos e para os passeios da lista do hotel e escolhemos o que gostaríamos de fazer.

Logo quando chegámos à praia, vimos um Catamaran que fazia um percurso por água para Dunn's River Falls, uma cascata perto de Ocho Rios, composta por pequenas quedas de àgua e lagoas, que as pessoas podem ir subindo. Alinhámos neste passeio, e para além de subir as cascatas, tivémos direito ao passeio de catamaran, bebidas a bordo e fazer snorkeling em recifes perto da costa, no caminho entre o hotel e as cascatas. Fizémos isto tudo mais barato que o preço da viagem com os guias, que se deslocaram de carrinha até às cascatas. Vale a pena esperar e procurar melhor.



A ilha tem outras atracções que vale a pena espreitar, algumas relacionadas com o maior ídolo dos jamaicanos, Bob Marley, outras relacionadas com a Natureza, paisagens, praias e lagoas que vale a pena visitar. Depois da nossa primeira experiência decidimos não fazer nenhum passeio com os guias. Pelo contrário, e apesar de nos tentarem dizer que era perigoso, alugámos um carro, idealizámos um percurso e fomos conhecer alguns dos pontos turísticos que nos interessavam. O nosso destino: Negril.



Andámos pela costa, conhecemos Montego Bay um pouco melhor (neste caminho podem passar por algumas praias célebres, de filmes do James Bond, Cocktail e A Lagoa Azul) e fomos até Negril, onde almoçámos no Jimmy Buffett's Margaritaville, um espaço agradável na praia, com boas margaritas. Passámos a tarde na praia de Negril, umas das mais extensas (7-mile beach) praias de areia branca.



Depois, saímos desta praia e procurámos o famoso Rick's Cafe, para beber um cocktail de fim de tarde. Este café é situado ao pé de uma lagoa. Tem piscina, um pôr-do-sol fantástico e uma lagoa lindíssima para onde podemos saltar, de pranchas preparadas para o efeito. Também tem algum espectáculo com os animadores locais a saltarem de árvores altísssimas para a lagoa.



Na viagem de regresso, vimos que estávamos a ficar sem gasolina. Vimos isto com alguma antecedência mas não encontrámos nenhuma bomba. Escureceu e começámos a ficar preocupados porque não encontrávamos nada. Vimos uma localidade e entrámos. Rapidamente encontrámos uma bomba. Agora, a esta altura do dia (perto do jantar) numa localidade simples da Jamaica não há ninguém em casa. Todas as pessoas estão na rua a conversar e que sítio melhor do que a bomba de gasolina? Imaginem uma estação de serviço onde têm de andar com o carro devagarinho à espera que as pessoas se afastem...melhor, imaginem uma noite de Santo António (ou São João) e que querem passar na rua do Miradouro de Santa Lúzia (ou na Ribeira). Agora imaginem isto num país desconhecido, numa localidade nao-turística, num carro alugado, e após avisos de terror por parte dos guias.....agora imaginem ninguém vos chatear, o senhor da bomba meter a gasolina e ficar espantado com a grojeta. Fiquei surpreendido com a amabilidade de toda aquela gente à nossa volta. Saímos dali descansados após alguns minutos de apreensão. Na verdade, a Jamaica é um país que vive do turismo e todas as pessoas sabem que sem os turistas, ficam sem ganha-pão (isto apesar, de ainda em 2006 ter sido considerado o 3º país com maior índice de criminalidade do mundo). Mas aqui há que separar entre o Norte e o Sul. Em algumas alturas, como na altura em que lá estivémos, estavam a decorrer as eleições e em Kingston o cenário era de guerra civil. No Norte, imperava a paz.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O Meu Casamento: A Escolha da Lua de Mel

Pois é, vou-me casar. Os últimos tempos têm sido exigentes visto que um evento desta importância e dimensão implica diversas pessoas e organizações. A festa do casamento tem uma lista enorme de afazeres. Desde os fatos, os convites, os convidados, o local, a decoração, a igreja (se católico), a lista de casamento e.......a Lua de Mel. Estou entusiasmado com o casamento, com a festa e com a viagem. Nos próximos posts vou tentar partilhar alguma das experiências e conhecimento que adquiri nos últimos meses nas diversas faces do casamento. Vou começar pela Lua de Mel, as nossas ideias, hipóteses e decisão final. Podem comentar e fazer perguntas...darei o meu melhor.

Tanto eu como a minha noiva, quando temos as hipóteses para viajar, tentamos fazê-lo. Ela já viajou bastante o que dificulta a tarefa de fazer uma viagem especial, a melhor de todas. Daí as hipóteses que ponderámos serem um pouco extravangantes. Tivémos sempre um requisito: ter uma Lua de Mel que fosse um misto de experiências...queremos praia e sol mas também queremos aventura...queremos descanso e namoro mas também queremos passear e conhecer.

Antes de procurarmos qualquer orçamento começámos a pensar em opções.


A primeira opção e que pareceu perfeita durante meses foi uma viagem à Austrália. Este país (da dimensão da Europa) aparenta ter tudo o que queremos. Tem praias fabulosas mas também tem locais e percursos únicos e maravilhosos para conhecer...tem algumas maravilhas que com certeza valeriam a pena conhecer...tem cidades cosmopolitas...até tem cangurus :D. Após alguns meses, chegámos à conclusão que até tem demais. Demais para conseguirmos aproveitar em 2/3 semanas, demais para os nossos bolsos...talvez mais tarde. Vimos no entanto algumas hipóteses de fazer esta viagem, que partilho para quem possa estar interessado. Um dos primeiros roteiros que encontrei apareceu na Rotas e Destinos mas que já apresentava preços de 7860 euros por pessoa, para 15 dias. Era um "bocado" demais mas o programa é completo...desde Melbourne a Sidney até à Grande Barreira do Coral, Ayers Rock, Cairns, Darwin...basicamente conhecer os extremos da Austrália.

Chegámos ainda a consultar os vários programas que o El Corte Inglés disponibiliza onde chegámos a ponderar fazer uma vista mista a alguns pontos da Austrália e Nova Zelândia...mais uma vez ficámos pelas intenções. No entanto, nas Viagens El Corte Inglés fomos muito bem recebidos, com dois livros enormes com programas paradísiacos e arrojados, para quem quer uma lua de mel fora de comum. Há combinados fabulosos e vale a pena ver nem que seja pela curiosidade. Quem nos atende foi também muito prestável e atencioso.

Foi aqui que encontrámos outro dos programas que procurávamos. Uma das ideias que tínhamos seria fazer uma viagem aos Estados Unidos, onde queríamos conhecer algumas cidades, locais e a costa e depois poder passar uns dias num local paradísiaco, podendo usufruir da privacidade para namorar e descansar. Várias hipóteses surgiram: California e Hawaii, California e Bahamas, New York, Orlando e Miami, New York, Orlando e Bahamas e por último mas não pior, California e Polinésia Francesa.

Ora bem, pedimos um orçamento mas mais uma vez excedeu as nossas capacidades. O serviço no El Corte Inglés é muito bom e as escolhas que seleccionam são também muito boas mas o orçamento é também, obviamente, à altura. Acabámos por pedir o nosso orçamento para uma viagem com os mesmos traços gerais, mas com algumas nuances, no operador turístico LusaNova, onde fomos também muito bem atendidos.

O programa que fizémos começa assim com uma viagem para Los Angeles. Nos Estados Unidos, ficamos por nossa conta. Não temos nada marcado..vamos alugar carro e parar quando e onde quisermos. Temos já um plano geral dos maiores checkpoints que queremos atingir nestes 9 dias nos States mas pelo caminho paramos onde der mais jeito. Basicamte, iremos fazer um triângulo, entre Los Angeles e San Francisco, pela costa, depois até Las Vegas e voltando a Los Angeles onde apanharemos o próximo voo para o paraíso. Pelo meio nestas viagens, passaremos por Death Valley, Grand Canyon....e pernoitamos em Best Westerns e no Bellagio, onde tentarei a minha sorte, como o Clooney e o Brad.



E depois voamos para o Paraíso. A escolha recaiu na Polinésia Francesa. Quem voa para a Polinésia Francesa, tem como primeiro destino Papeetee, a capital do Tahiti e da Polinésia Francesa. É uma cidade importante e um ponto de passagem obrigatório mas, apesar de ser bonito, fica atrás de algumas das restantes ilhas, maiores atracções turísticas. Assim, vamos apenas passar uma noite no Hotel Intercontinental Tahiti, obrigatória visto que o voo chega já tarde e só no dia seguinte temos voo para o nosso destino seguinte, BORA-BORA.



A ilha de Bora-Bora é bastante conhecida e é provavelmente a mais mediática das ilhas da Polinésia Francesa, muito graças aos bungalows sobre a água límpida. Nesta ilha ficaremos três dias, no Hotel Bora Bora Nui Resort, cujas fotos e críticas nos impressionaram positivamente. Penso que aqui seremos felizes....mas ainda não vamos ficar num bungalow sobre a água....portanto apanhamos um voo interno para a ilha privada de Taha'a onde vamos ficar no Le Taha'a Island Resort & Spa num bungalow sobre a água que parece ser o paraíso na terra. Esta ilha apenas tem um resort e promete ser interessante. Os preços aqui são bastante elevados e decidimos ter já Pensão Completa, visto não haver mais opções para almoçar e jantar e termos sido informados que os preços de almoços e jantares extra nestes resorts ser elevadíssimo (+ 120 euros por pessoa). Em Bora-Bora, optámos pela meia pensão visto a ilha ter outras opções e tencionarmos participar em programas durante o dia.



É de notar no entanto que nenhum dos orçamentos que pedimos, em três ou quatro agências, contemplava meia ou pensão completa. Todos os preços aparecem em regime Apartamento e Pequeno Almoço. É normal, em destinos paradísiacos, ter o regime de Tudo Incluído, mas na Polinésia Francesa não encontrámos esse regime em nenhum hotel. E cada refeição ou bebida paga-se bem. Vamos preparados para pagar ou comer e beber pouco.



Depois, voltamos para Portugal, com um dia de viagem de avião, a recuperar forças para voltar ao trabalho. Nos próximos posts falarei das outras componentes do casamento e em Outubro, voltarei a falar-vos desta lua de mel, já com provas e testemunhos. Entretanto podem ler algumas opiniões sobre a Polinésia Francesa no blog O Nosso Casamento, muito conhecido por quem anda a planear um casamento.

Entretanto, se algum leitor do blog tiver sugestões para alguma das viagens, força. Estamos a começar a elaborar o nosso roteiro e agradecemos sugestões.